- A
paixão
pelos barcos, levou-me a construir
quando jovem, um pequeno modelo de
rebocador entalhando o casco com uma
faca de cozinha. Com certos períodos
de afastamento, esta paixão foi
crescendo até hoje.
Sempre fascinado por madeira,
encontrei no Brasil uma grande
variedade totalmente desconhecida para
mim, o que me conduziu a pesquisar
quais eram as espécies nativas que
melhor se adaptavam a cada tipo de
trabalho.
Sendo uma atividade 100% manual
(exceto a furadeira e a serra
circular) o custo de cada modelo é
barato, o que mais influencia é o
tempo empregado na construção,
dependendo da complexidade de detalhes
e decoração do mesmo. Isto influencia
grandemente no preço que poucos se
dispõem a pagar.
Com a escassa informação existente, a
pessoa torna-se automaticamente um
autodidacta tendo que procurar livros
e plantas no exterior. A participação
num curso não capacita a pessoa
suficientemente, somente aprende-se
com o tempo, desde que tenha paciência
(a paciência é a lei não escrita) e
seja meticuloso até o ponto de não
duvidar em descartar uma peça e
recomeçar tantas vezes quanto seja
necessário.
O modelista deve desenvolver o senso
de 3D para poder ver o barco ainda na
planta sob uma forma tridimensional,
dentro de sua
imaginação.
Outra atividade que talvez se
apresente para o modelista é a
restauração de modelos antigos
pertencentes a coleções particulares e
até mesmo de museus, dependendo da
habilidade adquirida.
Particularmente sou entusiasta pelas
ferramentas antigas, o mais artesanal
possível como machadinhas e a famosa
enxó portuguesa adaptada para
modelismo. Outras ferramentas de
grande utilidade para o modelista são:
o atualmente pouco conhecido barrilete
português, uma morça giratória e um
sólido banco de
marceneiro.
A rainha das ferramentas seria um kit
completo de furadeira Dremel, brocas e
limas de joalheiro, furador manual,
alicates de vários tamanhos e formas,
formões, que muitas vezes deverão ser
construídos pelo modelista com restos
de limas gastas, dado o tamanho
especial deles e as poucas opções no
mercado, uma boa régua metálica e
soldador elétrico.
Uma boa quantidade de vidro cortado em
formas variadas para polir a madeira.
A lista seria interminável, porém com
um pouco de imaginação substituem-se
por outras mais
acessíveis.
Outras ferramentas são as comummente
usadas na marcenaria e ateliers de
artesanato. Claro que tudo vai
depender do modelo que pretenda
construir, e da dedicação a esta
atividade.
Na página de
Links
constam
algumas direções de firmas dedicadas
á comercialização de excelentes
ferramentas para
modelismo.
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